
Com o firme propósito de transmitir a Palavra de Deus aos quatro cantos do mundo, eles mantêm missões em mais de 24 nações, com projetos desenvolvidos na África, Ásia e América Latina.
Foi no Amazonas que o grupo deu início à sua primeira missão, em 1987, a bordo de uma pequena embarcação que percorria os rios, oferecendo atendimento médico, odontológico, dentre outros serviços, como corte de cabelo, distribuição de mantimentos e roupas. A missão foi – e continua sendo – bem-sucedida. “Desde o começo do projeto, já investimos mais de R$ 10 milhões no Amazonas”, conta Calebe Moreno, responsável pelo departamento de Comunicação do ministério.
O barco-clínica, chamado de Gideão VI, percorre o Amazonas duas vezes por mês. No trajeto, ele para em diversas comunidades, atende a população e os missionários aproveitam a ocasião para falar de Deus. Para que a mensagem das Escrituras seja recebida da melhor forma, eles apostam na inclusão e adaptação à comunidade. “Se muitas vezes somos recebidos de forma amistosa, em outras somos perseguidos por causa da nossa fé”, conta Calebe. Para ele, o fato de os missionários lutarem para se inserir no meio onde estão abre o caminho para pregar o Evangelho. “Eles vão aprender a confiar na gente e ouvir o que temos a dizer”, acrescenta.
Além do projeto no Amazonas, o Gideões tem grupos missionários na Bahia, Paraíba e Piauí, dentre outros Estados. Há mais de 145 obreiros que trabalham no projeto, movidos pelo lema: “Uma ação de amor e fé”. Em comum, todos têm o compromisso de levar o melhor de Deus à população carente. Apesar de não ser uma tarefa fácil, as 1.216 famílias de missionários não desanimam. Mais do que falar de Deus, eles querem salvar pessoas. “Essa é a nossa missão, pregar e cuidar das feridas do nosso povo”, reforça Calebe.
O financiamento dos projetos depende exclusivamente de recursos voluntários. Cada contribuinte recebe um carnê – o “carnê missionário” – sem data de vencimento e sem valor estipulado. “Com as contribuições que nos são enviadas, mantemos os missionários que trabalham na árdua tarefa da evangelização”, finaliza.

Congresso
Todos os anos, o Gideões Missionários da Última Hora reúne em sua sede, em Camboriú, Santa Catarina, milhares de pessoas em um tradicional congresso missionário internacional, que em 2010 chegou à sua 28ª edição.
Ao longo de dez dias de evento, mais de 160 mil pessoas passaram pelo local neste ano.
Igreja avivada e comprometida com missões
Fundado na final da década de 1970 pelo pastor Cesino Bernardino, da Assembleia de Deus, o Gideões Missionários da Última Hora é fruto de um movimento de avivamento em uma pequena igreja que, na ocasião, vivia uma crise espiritual e financeira. Em constante oração, o grupo se fortaleceu e atendeu ao chamado de Deus para a obra missionária, inicialmente, no Amazonas. Hoje há 22 embarcações mantidas na região amazônica, com destaque para o barco clínica-odontológica Gideão VI.
Os gideões também construíram abrigos para crianças no Nordeste, mantêm escolas primárias no Haiti e Peru, abriram poços em regiões desérticas da África e do nordeste brasileiro e, em sua base em Santa Catarina, mantêm um ambulatório médico, com cardiologista, odontologista e clínico-geral, além de enfermeiras e ambulância. Todo este aparato é custeado com recursos próprios para atendimento gratuito à comunidade carente.
Saiba mais: www.gideoes.com.br
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